quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Gostar de Beatles é...




Se arrepiar por 3 minutos e meio ao ouvir Paul soltar: "The long and wiiiiinding roooooad..." e começar a escrever isso aqui.

É sentir o cheiro dos anos 60 e ter saudade de uma época que não viveu.

É saber que a estrutura mais elaborada de composição e arranjo musical começou com os garotos de Liverpool.

É não cair no clichê preguiçoso de dizer que os Fab Four eram os Backstreet Boys de antigamente, o que denota somente falta de conhecimento sobre o que fez a maior banda da história, e como eles, alheios à "Beatlemania", criavam sempre buscando inovações e produziam mais e melhor.

É olhar para treze obras, discos feitos entre 62 e 70, conhecer bem cada um deles e ver a mais contundente prova da genialidade musical do século passado, por saber que numa época pobre em recursos eles inventavam sua tecnologia das formas mais loucas e criativas possíveis, dando vasão a inspiração que transbordava gerando novas concepções estéticas.

É observar como Ringo, o engraçado, a cada imagem, a cada flash, sorria calado sabendo que era o suporte fundamental dessa nave que voava levando poesia, melodia e sentimento ao mundo.

É se emocionar com John, o intelectual rebelde, sua busca por beleza em seu conteúdo e sua luta político-ideológica, perseguida secretamente pela CIA, por um mundo livre digno de paz, até assassinarem sua pessoa mas não sua mensagem: Give Peace a Chance!

É enxergar nobreza em George. O mais virtuoso instrumentista que aos 23, já tomado pelos ideais de meditações e evoluções espirituais, após uma conversa com um amigo escreveu pro Sgt. Peppers algo de tamanha sabedoria humana e profundidade quanto "Within you without you".

É pensar ser extraterrestre Paul, a fábrica de fazer hits, e a sua sensibilidade inigualável para conceber grandes músicas seja ao violão, guitarra, baixo, bandolim, piano e tudo mais.

É se emocionar assistindo esse ex-beatle e mais genial e completo músico do século XX por 3 horas, aos 68 anos, embalar e tirar lágrimas de milhares de pessoas de todas as gerações com seu inesgotável repertório, até nos ensinar antes de sair de cena no grand finale do show que "and in the end, the love you take is equal to the love you make".

É ver como o maior fenômeno da música e da cultura pop de todos os tempos continua sendo inspiração para o mundo, influenciando a arte e a vida.

J.Felipe

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